quinta-feira, 3 de junho de 2010

Conhecendo a temática: 2 - o que distingue Incineração da Co-incineração?

Aposto que esta duvida se encontra na mente de muita gente que leu o primeiro post, mas afinal de contas, a diferença é algo bastante simples e apesar da sua "simplicidade", é nesta ultima que reside toda a problematica que temos vindo a presencear - quer nos media, quer nos jornais e publicações sobre o ambiente no território nacional.

A co-incineração - cujo termo siginifica incineração cooperada - trata-se do aproveitamento de locais de queima e combustão ja existentes nos locais urbanizados, para realizar a incineração dos residuos já mencionados. Saindo agora do contexto teorico e formal, isto significa que as empresas responsaveis pelo processo de incineração - ao invez de gastarem substâncialmente mais fundos a criar instalações de raiz - pagam parte dos seus fundos a entidades terciarias (por ex: madeireiras, carbonárias e qualquer tipo de instalação que possua fornos de calibre industrial) para poderem utilizar os fornos das mesmas para destruirem os seus residuos.

Tendo em conta o que já foi mencionado no post anterior, percebemos que o processo de incineração possui muitos efeitos adversos, principalmente devido à investimento insuficiente na adaptação das ditas istalações ao processo que nelas decorre. Isto torna-se uma dupla verdade, se tivermos em conta que as instalações que sã o utilizadas no processo de co-icineração, não estao preparadas para lidar com despredicios e fumos deste tipo de residuos, pelo que tornam a sua incineração menos eficiente e largamente mais poluente. Contudo o grande problema deste dito sistema que visa "poupar" é que as intalações que são utilizadas se encontram sempre muito proximas das zonas habitacionais, pois o tipo de instalações que sao "emprestadas" sempre foram contruidas nas imediações das urbes, a fim de disponibilizarem mais facilmente os seus servicos.

Tendo isto em conta, podem mediatar um pouco em quais são os maleficios - até a nossa proxima postagem que tratará disso mesmo.

3 comentários:

  1. Achamos muti o pretinente e esclarecedora a defenição que o grupo apresenta sobre a co-incineração. No entanto as nossas duvidas sobre as suas desvantagens e os seus riscos para a saude publica mantem-se.
    Após termos realizado uma pesquisa sobre estes riscos encontámos alguns casos de insucesso da co-incineração, como por exemplo na Holando onde, no final da década de 1980, se verificou que os níveis de dioxinas no leite junto a centrais de incineração eram três vezes mais elevadas do que noutros locais.
    A Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública considera que não estão reunidas as condições técnicas que permitam dizer que a co-incineração é a de menor risco para a Saúde Pública e considera que existem argumentos que apontam para riscos não controlados.
    Até que ponto Portugal se encontra preparado para proceder à co-incineração?

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  2. Sim podem ter a certeza que esta dúvida pairava nos elementos do nosso grupo. Achámos muito relevante terem definido essa diferença. Torna-se assim mais fácil perceber o tema assim como as suas consequências negativas.
    Grupo: Andreia, Andreia, Catarina

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  3. Apesar de não termos intervindo muito no vosso blog, consideramos que a vossa temática foi bem escolhida, e confessamos que não tínhamos conhecimento da distinção entre incineração e co-incineração, daí o vosso blog se mostrar desde já enriquecedor para o grupo.
    É do conhecimento comum que, desde sempre se destruiu os resíduos através da queima dos mesmos, no entanto, temos de ter em conta, que anteriormente à revolução industrial, os resíduos produzidos eram orgânicos e portanto, eram facilmente decompostos na natureza. Mas, com a revolução industrial, o cenário sofreu alterações, os resíduos produzidos têm composições diferentes e durante muito tempo não sofriam qualquer tratamento e eram lançados para a natureza, o que trouxe problemas para a saúde pública.
    A incineração veio melhorar esta situação, uma vez que permite reduzir o volume dos resíduos e destruir agentes patogénicos. Uma relevante desvantagem, associada a este processo, na nossa opinião, é a quantidade de CO2 libertado para o ambiente, no entanto, com as novas tecnologias e legislação, já existe um maior controlo e diminuição destas emissões.
    Tal como o vosso grupo, considerámos que a co-incineração poderá ser mais benéfica, uma vez que nos permite gerar energia através da destruição dos resíduos.
    Comparando ambos os processos, é perceptível que a co-incineração traz vantagens económicas, uma vez que não se dedica exclusivamente à queima de lixos e são aproveitadas as mesmas estruturas para produzir energia. No entanto, temos de ter em conta que se os filtros das cimeiras não forem seguidos, estes poderão deixar passar grandes quantidades de CO2 para a atmosfera, o que, como sabemos é extremamente negativo para o ambiente.
    Consideramos portanto que estes processos são muito importantes, nomeadamente o referido em segundo lugar, pois evitam a propagação de doenças e epidemias. Por outro lado, temos consciência que com o aumento da população e dos resíduos produzidos pela mesma, esta medida se torna essencial para melhorar a qualidade de vida da população mundial. No entanto, consideramos que o passo fundamental e mais importante é consciencializar a população para a diminuição da produção de resíduos, de forma a diminuir a necessidade de os destruir e assim, minimizar as emissões de CO2. Por outro lado, pensamos ser essencial regular o funcionamento das cimeiras e regular as suas emissões de GEE.

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